Segundo caso de cura do HIV foi confirmado

Tratamento arriscado com células-tronco funcionou pela segunda vez

Segundo caso de cura do HIV foi confirmado

De acordo com um estudo publicado pela revista científica “The Lancet”, um segundo caso de cura do HIV foi confirmado. O paciente, em resumo, foi submetido a um transplante de células-tronco e não apresenta mais sinais de infecção.

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Doença entrou em remissão desde o ano passado

Os dados vieram de uma pesquisa de cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Eles indicam que não há mais sinais do vírus HIV nas amostras de sangue do paciente. Ele está a 30 meses (dois anos e meio), sem realizar o tratamento antirretroviral contra o HIV.

“Sugerimos que nossos resultados representam uma cura do HIV”, afirmaram os especialistas. Foram avaliadas amostras de sangue, esperma e tecidos.

Segundo caso de cura do HIV é muito animador

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Segundo caso de cura do HIV foi confirmado

Em entrevista à agência AFP, um dos responsáveis pelo estudo, o professor Ravindra Gupta, disse que foram testados todos os lugares onde o vírus poderia ter se escondido. De acordo com ele, praticamente todos os testes deram negativo.

Foram encontrados restos do DNA do vírus em algumas amostras do paciente. Mas, segundo os estudiosos, trata-se de “resquícios fósseis”, incapazes de reproduzir o HIV.

“É difícil imaginar que todos os vestígios de um vírus que infecta bilhões de células foram eliminados”, afirmou o professor Ravindra Gupta.

Tratamento para cura do vírus é arriscado e pode ser fatal

o Venezuelano Adam Castillejo é o segundo paciente curado do HIV
O Venezuelano Adam Castillejo é o segundo paciente curado do HIV (Foto: Andrew Testa/The New York Times)

Neste segundo caso de cura do HIV registrado, foi feito um procedimento que também foi realizado no primeiro curado, em 2011. Foram feitas, em suma, duas sessões de transplante de células-tronco. As células vieram de pessoas que têm um gene resistente ao vírus.

Com a tática, a intenção é tornar o vírus incapaz de se replicar no organismo. As células de defesa do paciente, são substituídas pelas do doador no processo. O procedimento é arriscado, segundo os responsáveis.

“Temos que colocar na balança a taxa de mortalidade de 10% para um transplante de células-tronco. Não é um tratamento que seria oferecido amplamente a pacientes com HIV que estejam em um tratamento antirretroviral de sucesso”, salientou o professor Gupta.

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O caso é chamado de o “paciente de Londres”, mas o curado é o venezuelano Adam Castillejo.

O primeiro caso de cura do HIV, enfim, foi o do “paciente de Berlim”. Ele passou por dois transplantes de células-tronco de um doador com o gene resistente ao vírus. Também passou por um procedimento de radiação pelo corpo todo e uma quimioterapia.

Em conclusão, Castillejo não precisou da radiação, e a quimioterapia foi de intensidade reduzida. Ainda no ano passado o vírus começou a entrar em remissão. Ele vai continuar fazendo testes frequentes para ter certeza de que o vírus não retornará.

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