Curiosidades.com.br 1 semana atrás
Redação #Ciência

Primeira imagem de um buraco negro de verdade foi divulgada

Rede de radiotelescópios ao redor da Terra conseguiu capturar buraco negro que está a milhões de anos-luz de nós

Há muitos anos os buracos negros entraram para o imaginário popular. Claro que fora do campo da ciência, o fenômeno ganhou contornos bem menos lógicos e, claro, científicos. Sendo assim, não apenas estudiosos aguardavam a divulgação da primeira imagem de um buraco negro já feita. Até mesmo devido a popularidade de um dos maiores pesquisadores do tema, Stephen Hawking, a curiosidade de todos foi aguçada.

Por essa gama de motivos, também pela importância da coisa em si, uma imagem real de um buraco negro seria um marco para a história da física. E, de fato, é!

Nesta quarta-feira (10), durante evento da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, foi finalmente divulgada a primeira imagem de um buraco negro já capturada por câmeras de verdade. Isso, pois diversas projeções já haviam sido feitas, mas todas montadas em computador e apenas cogitando como seria quando acontecesse.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a entrevista coletiva de divulgação foi simultaneamente exibida em Washington (EUA), Santiago (Chile), Bruxelas (Bélgica), Xangai (China), Taipé (Taiwan) e Tóquio (Japão).

A foto é realmente impressionante e, por pouco, Hawking não a viu. Ele morreu em março do ano passado. Certamente, com a imagem, novas ideias poderiam surgir e teorias sobre esse mistério espacial poderiam popularizá-lo ainda mais. Afinal, uma imagem vale mais do que mil palavras, certo?


Buraco negro está a 50 milhões de anos luz de nós

A famigerada imagem foi divulgada pelo projeto ‘ETH’ (Event Horizon Telescope). Ela foi gerada através de um trabalho conjunto de uma rede de radiotelescópios espalhados ao redor da Terra.

Durante a coletiva de imprensa, foram explicados dados que destacam a importância da realização. Segundo os astrônomos, o buraco negro registrado na foto fica no centro da galáxia M87, que está a uma distância de 50 milhões de anos-luz de nós. Cada ano luz equivale a cerca de 9,5 trilhões de quilômetros.

Outro detalhe impressionante é o tamanho. O fenômeno fotografado teria 40 bilhões de quilômetros de diâmetro. Caberiam 3 milhões de planetas Terra dentro dele. É tão assustador, que os cientistas o chamam de “monstro”.


Luz em um buraco-negro?

O que se esperava, de fato, é que a foto mostrasse um ponto mais escuro no centro de outro ponto escuro. Pelo menos é isso que nós, leigos, poderíamos esperar. Um buraco negro é um objeto extremamente massivo, com um poder gravitacional absurdo. Tão absurdo, que nem mesmo a luz consegue fugir dele, e é sugada. Dessa forma, não pode haver luz dentro ou muito próximo do centro.

Projeções de como seriam os buracos negros. Imagem: Google

Por outro lado, o chamado ‘horizonte de eventos’ ainda pode ser visto. Imagine um ralo de pia. O centro, onde está a entrada para o cano, é o buraco negro (ilustrativamente), e ao redor há aquele redemoinho que vai para o centro. Tudo que entra no redemoinho é sugado, certo? E há uma linha que divide o que já está em processo de ser sugado, e o que ainda pode escapar, mesmo já sentindo o efeito da puxada do ralo. Essa linha seria o horizonte de eventos do ralo, entente? Se fosse um buraco negro, ali ainda haveria luz, mas quando a luz passa dessa linha, ela é sugada e tudo fica preto a partir dali.

E é por isso que conseguimos ver o buraco negro na foto divulgada, por causa do disco de acreação, que é formado por tudo que está girando em alta velocidade ao redor do centro antes de começar a ser sugado, inclusive a luz.


Decepção com a imagem

Muitos acharam que a foto estava sem foco. Foto: Reprodução/National Science Foundation

Os comentários sobre a façanha são diversos. Grande parte do público está impressionada com a realização, mas há quem ache pouca coisa. Devido a distância e tecnologia, a nitidez é um dos pontos que causam mais reclamações. Por outro lado, para algo que está tão longe, a foto resultante é um verdadeiro milagre, até mesmo pela sorte cósmica de haver uma boa quantidade de luz ao redor do “monstro”.

Essa decepção pode ser fruto da própria popularidade causada por Stephen Hawking. Os buracos negros se tornaram curiosidades muito pesquisadas por não cientistas e, por isso, milhões de possibilidades visuais eram esperadas, mas poucas chegaram perto da realidade. Imagens de projeções que circulam na internet estariam mais próximas das ideias.

Algo em que todos podemos concordar é que, a partir daqui, muita coisa mudará em termos de buracos negros, seja na cultura pop, na ciência, tecnologia ou até mesmo nos sonhos.


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