Desmatamento da Amazônia alcança maior nível em 15 anos

Desmatamento da Amazônia sobe para maior nível
AFP

O desmatamento na floresta amazônica brasileira atingiu uma alta recorde nos últimos 15 anos. Isso ocorreu após o país subir mais de um quinto em um ano, revelam novos dados. As informações são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE. As análises mostram que cerca de 13.235 quilômetros quadrados do habitat tropical foram perdidos entre agosto de 2020 e julho de 2021.

A perda equivale a uma área mais de 8 vezes maior do que a Grande Londres, ou cerca de 1,9 milhões de campos de futebol. As descobertas chegam apesar de o Brasil ter assinado um importante acordo global para reverter o desmatamento na conferência climática Cop26 de novembro, em Glasgow.

Desmatamento da Amazônia sobe para maior nível em 15 anos
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O País prometeu acabar com o desmatamento ilegal até 2028, o que exigiria um esforço maciço para controlar as indústrias locais. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, continua pedindo mais agricultura e mineração em partes protegidas da floresta tropical, segundo o jornal Metro.

Na véspera da Cop26, seus funcionários se vangloriaram de números mensais preliminares apontando para uma leve queda ao longo de 2020-2021 como evidência de que estavam lidando com o problema.

Apontando a data do relatório de 27 de outubro, no entanto, o grupo de advocacia brasileiro Observatório do Clima disse: “O governo foi à COP26 conhecendo os dados do desmatamento e escondeu.”.

Desmatamento da Amazônia
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Citando fontes oficiais, a agência de notícias Reuters disse que o governo de Bolsonaro havia recebido o relatório antes da cúpula. O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Pereira Leite, disse em entrevista coletiva nesta quinta-feira: “Os números ainda são um desafio para nós e temos que ser mais contundentes em relação a esses crimes.

Ele insistiu que o relatório “não reflete exatamente a situação nos últimos meses”, alegando que a fiscalização contra o desmatamento ilegal aumentou recentemente.

O acordo mais amplo contra o desmatamento na Cop26 viu quase 14 bilhões de libras em dinheiro público e privado prometidos para ajudar os países em desenvolvimento a reverter os danos ecológicos e apoiar as comunidades indígenas afetadas por ele.

O acordo foi visto como um grande impulso aos esforços climáticos, já que a Amazônia abriga pelo menos 10% da biodiversidade mundial e suas árvores absorvem grandes quantidades de CO2 que de outra forma acelerariam o aquecimento global.

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