Cientistas encontram segunda pessoa livre do HIV sem tratamento

Cientistas encontram segunda pessoa livre do HIV
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Essa notícia precisa ser consumida com todo cuidado. Não pense, jamais, que esse perigoso vírus está perdendo a periculosidade. Mas, boas notícias parecem estar a caminho. Em 2020 uma mulher, que descobriu estar infectada com HIV em 1992, mostrou que estava há anos sem identificação do vírus no organismo. Foram realizados diversos testes, que não acharam o vírus no corpo dela.

Esse resultado foi publicado na revista científica Nature. Segundo Xu Yu, cientista do Ragon Institute, em Boston (EUA), foram analisadas cerca de 1,5 bilhão de células do corpo da paciente. O vírus não foi encontrado. Agora, a equipe da mesma médica, no Massachusetts General Hospital, identificou o segundo caso.

O segundo paciente de Xu Yu não apresentou sequência viral do HIV intacta nos testes de genoma. Isso pode indicar que o sistema imunológico do paciente pode ter eliminado o reservatório com o HIV. Isso, para os cientistas, é chamado de “cura esterilizante”.

pessoa livre do HIV
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O segundo paciente é chamado de “Paciente Esperança”, o primeiro era chamado de “Paciente de São Francisco”. Pessoas são estudadas por, aparentemente, apresentar uma resposta diferente do que se via antes. O vírus HIV age cirando cópias do próprio genoma no DNA das células. Dessa forma, ele cria o chamado “reservatório viral”. Isso faz com que o vírus fique escondido, driblando medicamentos e o sistema imunológico.

Nesse reservatório, novas partículas virais são criadas o tempo todo. O tratamento antirretroviral cuida para que não haja reprodução de novos vírus. Nos casos desses dois pacientes raros, há um controle natural mais poderoso. Os sistemas imunológicos apresentam armas contra a infecção que serão usadas para estudar possíveis curas ou controles mais efetivos.

cura HIV testes
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No momento, há 11 pacientes passando por estudos com especialistas em HIV e AIDS. São pacientes chamados de “controladores excepcionais”. Neles, o corpo conseguiu isolar o vírus em partes tão densas do genoma, que ele não consegue se replicar.

Os poucos pacientes que conseguiram suprimir o vírus sem tratamento apresentam células específicas de defesa poderosas. Os estudos avaliam se isso correu após o sistema imunológico delas ter lutado contra infecções e guardaram uma memória de defesa. Seja como for, os cientistas estão muito animados com os resultados.

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